O adversário da tarde de hoje é o Votoraty - time praticamente desconhecido e sem tradição, já que foi fundado em 2005 e vai completar cinco anos em maio. Mas a curta história do clube paulista da cidade de Votorantim já foi suficiente para registros interessantes, como o vice-campeonato da Segunda Divisão Paulista (2006) e os títulos do Campeonato Paulista Série A3 e da Copa Paulista de Futebol, ambas conquistadas no ano passado.
Se tem torcedor do
Grêmio achando que a partida da
Copa do Brasil será fácil, que não se engane: o Tricolor vai enfrentar um time muito bem treinado pelo técnico
Fernando Diniz. O comandante costuma armar times com bastante força ofensiva, e investe na pressão exercida na saída de bola adversária. Soma-se a isso o
campo pequeno, e o resultado é que o Votoraty costuma sufocar os desafiantes em sua casa. Tanto é verdade, que nos últimos
36 jogos que a equipe disputou em Votorantim perdeu apenas
2.
Por falar em campo, o aspecto do
gramado é péssimo. Os jogadores do Grêmio reclamaram muito ontem após o treino de reconhecimento. Para um time que costuma tocar a bola com velocidade, de pé em pé, e aposta em momentos de individualidade para chegar ao gol, a má condição do campo é um inimigo e tanto. Diminui a precisão dos movimentos dos jogadores mais técnicos, e acaba fazendo com que os times se
nivelem por baixo.
Para completar, o
prefeito de Votorantim decretou o dia do jogo como
ponto facultativo. O comércio fechará mais cedo, e permitirá ao público comparecer em peso no estádio
Domenico Paolo. A expectativa é de que mais de
dez mil pessoas se façam presentes na partida de hoje, que é a mais importante na curta história do Votoraty.
Mas o Grêmio dispõe de mais recursos e mais qualidade para vencer. E mesmo contra um adversário motivado, com a força de sua torcida, com o gramado a seu favor e com o calor de
33 ºC, o Imortal tem tudo para fazer
dois gols e matar o coelho de uma vez já na primeira partida. É só não facilitar, e jogar com a postura de um clube que já conquistou tantas glórias. Quero ver o Tricolor acabar com as esperanças do clube paulista. Há que se
vencer, há que
convencer.
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