Goiás: o parâmetro da mudança

Renato Gaúcho esteve na casamata na quinta-feira passada, contra o Goiás. Mas seu trabalho naquele jogo limitou-se a isso: presença na beira do gramado. O time que perdeu por 2 a 0 e caiu fora da Sul-Americana era, ainda, o time com os cacoetes do Silas "técnico anterior": jogadores perdidos em campo, nenhuma jogada ensaiada, defesa frágil, incompetência da equipe em anular o adversário.

Quis o destino que o Grêmio enfrentasse o mesmo adversário, na mesma arena de batalha, apenas três dias depois. Dessa vez, a expectativa era na mudança que o time sofreria (ou ganharia) sob o comando de Renato Portaluppi (quem é do sul não chama ele de Renato Gaúcho, é redundante). Entretanto, ainda estava no ar aquela cautela de quem sabe que o novo treinador precisa de tempo pra realizar mudanças substanciais.

O novo Tricolor, comandado por seu maior ídolo, mudou de esquema tático. Ficou claro que a primeira preocupação de Portaluppi era em reorganizar o sistema defensivo, que parece nunca ter estado bem em 2010. Três zagueiros, dois volantes. Cinco jogadores povoando o meio-campo. Congestionamento na primeira metade do campo, pra dar tranquilidade para os jogadores de frente. Se deu certo? Ficou evidente: o Goiás chutou apenas uma vez em gol, sem dificuldades para a defesa de Victor.

Mas a diferença não ficou apenas no sistema de jogo: o próprio rendimento dos jogadores melhorou bastante. Destaque para Douglas, que vinha sendo vaiado pelo torcedor devido à sua falta de comprometimento nas partidas, e acabou por se tornar um dos melhores em campo. Souza, que consolidou seu cargo de capitão, voltou a mostrar que será importante para o resto da temporada. Neuton voltou a jogar bem, com confiança, após uma partida inconsistente no meio da semana. E não dá pra esquecer de citar William Magrão, que voltou a ser aquele jogador objetivo no meio-campo e decisivo no ataque.

O Grêmio de Renato dominou completamente o adversário. Merecia até um placar mais elástico. A atuação foi consistente, de uma forma como não se viu nos oito meses de Silas. A torcida voltou a vibrar com uma vitória, após tantos jogos. Aliás, voltou a vibrar e acreditar no seu time. O jogo de hoje foi uma luz de esperança: se o título é praticamente impossível, ao menos podemos ter tranquilidade no resto da temporada.

A única pergunta que me incomoda, no momento, é a seguinte:

Por que demoraram TANTO TEMPO para demitir Silas e Meira?


1 comentários to "Goiás: o parâmetro da mudança"

  • APÓS 27 ANOS DE RELHO O MACACO É LIBERTADO E OLHA NOS OLHOS DO SEU ALGOZ...
    E AGORA GREMIO?
    O MACACO VOLTA OU NÃO AO TRONCO?

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