Inicio esse texto fazendo uma referência à enquete que esteve no ar aqui no Grêmio Manager durante a última semana. A pergunta "Quem será o destaque do Grêmio na temporada 2011?" recebeu a opinião de dez internautas, que responderam da seguinte maneira:

2. Gabriel (2 votos)
3. Victor, Douglas e Renato (1 voto cada)
Não sei até que ponto o voto de dez gremistas é representativo da realidade, mas o fato é que a maioria depositava todas as fichas no atacante goleador da temporada 2010 para o sucesso do Tricolor no ano que se inicia. É indiscutível que, no ano passado, Jonas foi um dos grandes responsáveis pela classificação final do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Seus gols foram tão (ou mais) decisivos quanto as defesas de Victor.
Mas acabou. Um dos melhores atacantes que já passaram na história do clube (estatisticamente falando) rescindiu seu contrato e está indo embora para o Valencia. E o que é pior: o clube espanhol vai pagar uma multa rescisória dezenas de vezes inferior ao real valor de mercado do jogador, pois ela estava estipulada no contrato firmado entre Jonas e o Grêmio no começo do ano passado.
Os gremistas estão divididos em quem devem culpar pela perda surpreendente do atleta: o próprio Jonas, a gestão Kroeff, a gestão Odone, e até mesmo a parcela da torcida que reprovou a atitude do jogador na partida contra o Zequinha. Na minha modesta opinião, todas essas opções são simplistas demais.
A questão é que, no Grêmio, há que se rever os métodos de administração do clube.
Hoje em dia, a emoção tem que ficar apenas pro torcedor.
Dirigente de clube tem que ser profissional, no sentido frio da coisa. Tem que negociar e firmar acordos com base em garantias legais e contratuais. Tem que tratar jogadores e seus empresários como empregados, não como "amiguinhos" que têm "grande carinho" pelo clube.
Por causa dessa mentalidade ultrapassada, começamos 2011 com duas bordoadas que conseguiram abalar toda a confiança que tínhamos ao final da temporada passada.
Estou acompanhando a repercussão que o desentendimento de Jonas com a torcida, na partida Grêmio 2x1 São José, está tendo nos fóruns da internet. Parece que os torcedores se dividiram (mais uma vez) entre: a "galera da Geral", que defende o jogador e ataca aqueles que o vaiaram; e a "galera da Social", que não gostou da atitude do atleta e reivindica o direito de criticar quando acha que o time não vai bem.
A "galera da Geral" está tão preocupada em criticar o modo de torcer de quem vai nas sociais que não é capaz de perceber que a atitude do Jonas foi INFELIZ, independentemente do que o fez agir daquela forma.
A "galera da Social" está tão preocupada com resultados imediatos que não é capaz de perceber que NENHUM time grande do Brasil tá dando LHUFAS pros campeonatos estaduais, para não sobrecarregar a equipe e prejudicar o desempenho nos jogos que realmente importam.
Será que é muito difícil de entender? Tanto o Jonas quanto uma parte da torcida erraram, mas a atitude de ambos não é nada incompreensível! Torcedores vaiaram porque deixaram aflorar seu lado emocional que estava descontente com o jogo. O Jonas reagiu com exagero porque deixou aflorar seu lado emocional que estava irritado com a torcida.
A merda é ficarem utilizando esse fato pra fazer tempestade, desestabilizar o ambiente no Grêmio e, ainda por cima, fazer a torcida brigar entre si.
LAMENTÁVEL!
Tudo igual na estreia tricolor no Gauchão 2011. O Grêmio saiu vencendo a partida por 2 a 0 no primeiro tempo, gols de Rafael Marques e Jonas, mas cedeu o empate para o Lajeadense na segunda etapa.

Entretanto, o Grêmio foi para o intervalo com uma vantagem de dois gols no placar. O adversário era uma equipe muito inferior tecnicamente. A partida foi disputada no Olímpico. Não há absolutamente nenhuma desculpa que justifique o fato de o Tricolor ter cedido o empate na etapa complementar.
O jogo de hoje mostrou que o Imortal tem muitos problemas a serem resolvidos. Na lateral-esquerda, por exemplo, a atuação de Gilson fez com que os torcedores gremistas sentissem saudades do Fábio Santos. No meio-campo, Renato errou ao escalar três jogadores com características defensivas (Adílson, Rochemback e Vilson) e apenas Douglas com a responsabilidade de criar as jogadas. Na zaga, Paulão e Rafael Marques tiveram atuações de assustar a torcida, apesar do gol marcado pelo Marques ainda no primeiro tempo. Com os desfalques de Borges e André Lima, a opção por Júnior Viçosa não se mostrou a melhor escolha; talvez Clementino tivesse sido mais feliz se saísse jogando.
Algumas soluções possíveis para esses problemas poderiam ser: a entrada de Bruno Colaço ou Neuton na lateral-esquerda (ambos têm mais condições que Gilson de assumir a titularidade); lançar mão de jovens como Mithyuê, Roberson ou Pessalli, que podem ser boas revelações para a temporada, para jogar ao lado de Douglas; na zaga, um jogador como Mário Fernandes não pode ser reserva de jeito nenhum.
Resumindo: fiquei com a sensação que boa parte da responsabilidade pelo mau resultado passa pelas mãos do nosso treinador. Felizmente, a temporada está apenas começando - e há, ainda, muito tempo para o Grêmio corrigir os problemas que ficaram muito claros na partida de hoje.
Mas a Libertadores está logo ali!
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Não gosto de criticar jogadores antes que eles entrem em campo. Mas sinceramente, esse atleta está longe de ser uma contratação indiscutível, que chega para ser titular. É uma aposta.
Acho que teria sido muito mais interessante se o Grêmio resolvesse apostar nos jovens Mithyuê, Roberson e Pessalli.
Vinícius Pacheco foi recomendado pelo técnico Renato Portaluppi. E essa é, definitivamente, minha maior crítica com relação ao nosso treinador: ele sequer se esforça pra lançar a nossa gurizada da base!
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